Deixo a brisa acariciar meu rosto.
Deixo o sol, bem de leve, beijar meu corpo.
Enquanto me transporto para longe daqui.
Quero ir para longe, para um lugar onde ninguém saiba o que vivi.
Quero um mundo que seja só meu. Bem distante do seu, onde tantas mágoas sofri.
E quando um dia, talvez, se lembrar de mim, vai perceber como foi bom o que vivemos juntos e que não estou mais alí.
A brisa acaricia a minha face. A mesma face que tantas vezes você destratou e - desconfio que - nunca realmente amou.
O sol beija o meu corpo, que um dia foi seu. Mas você nunca o mereceu.
A minha vontade de ser sua feneceu.
A carícia da brisa e o beijo do sol são só o que me resta.
Como no fim de uma festa, você foi embora.
E foi isso o que me restou.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
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