quarta-feira, 22 de julho de 2009

A brisa e o sol

Deixo a brisa acariciar meu rosto.
Deixo o sol, bem de leve, beijar meu corpo.
Enquanto me transporto para longe daqui.

Quero ir para longe, para um lugar onde ninguém saiba o que vivi.

Quero um mundo que seja só meu. Bem distante do seu, onde tantas mágoas sofri.

E quando um dia, talvez, se lembrar de mim, vai perceber como foi bom o que vivemos juntos e que não estou mais alí.

A brisa acaricia a minha face. A mesma face que tantas vezes você destratou e - desconfio que - nunca realmente amou.
O sol beija o meu corpo, que um dia foi seu. Mas você nunca o mereceu.

A minha vontade de ser sua feneceu.
A carícia da brisa e o beijo do sol são só o que me resta.
Como no fim de uma festa, você foi embora.
E foi isso o que me restou.





O final feliz

E assim do nada ele aparece em minha vida.
Ele, carente.
Eu, desiludida.
O par perfeito.

Mesmo sendo um fato recente para mim, sei que será inesquecível.
Ele é inesquecível. Um príncipe encantado.

Mas meninas malvadas não têm finais felizes. Elas caem do cavalo.
Príncipes encantados têm crise de existência, não se contentam só com a princesa.

As princesas sofrem com isso, mas as meninas malvadas adoram.
Será que essa história pode ter um final diferente?

O príncipe concordará em deixar de ser encantado só para dar um final feliz para a pobre menina má?
Duvido...

Mas enquanto o príncipe não decide o que faz, a princesa continua a ser enganada e a menina malvada a se divertir.

Para quem essa história terá um final feliz?